Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 29/05/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa ótica, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao escasso autoconhecimento individual, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, o ritmo frenético vivenciado, além de ineficiências educacionais, fomenta a permanência da problemática,o que potencializa a perda de individualidades, facilita a alienação popular, e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                                 Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se. Perpassado o tempo, a sociedade contemporânea, regida por valores capitalistas, vivencia um contexto demarcado pelo ritmo frenético e elevada competitividade, que resulta em cidadãos profundamente focados no alcance do sucesso acadêmico e profissional. Dessa forma, a rotina torna-se exaustiva e a busca, ininterrupta, por ideais utópicos de produtividade massifica a sociedade. Nessa perspectiva, a nação brasileira, mesmo altamente diversificada, configura-se como um simples aglomerado de indivíduos anônimos com objetivos comuns e desprovidos do tempo necessário ao autoconhecimento. Assim, fica evidente o caráter nocivo da ordem perpetuante à manutenção da diversidade nacional.                                                                         Outrossim, ineficiências educacionais também estão no cerne da problemática, já que a incitação ao exercício do autoconhecimento não é realizado em majoritária parcela das instituições de ensino brasileiras. Sob essa análise, ratifica-se a teoria da Educação Bancária, proposta pelo pedagogo Paulo Freire, que defende a ineficiência do sistema educativo perpetuante no Brasil hodierno, visto que os educadores apenas depositam conhecimentos no discente. Assim, o estudante assimila o conteúdo transmitido e, na ausência de qualquer estímulo à autonomia pensante, são formados cidadão detentores de visões de mundo convergentes. Logo, há uma incontrovertível padronização a partir da negligência à criticidade, o que facilita alienação.                                                                                         Por fim, medidas são vitais à dissolução do escasso autoconhecimento entre os cidadãos. A princípio, faz-se necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), mediante a realização de palestras televisionadas e regidas por psicólogos, conscientize a sociedade sobre a importância de exercícios voltado à compreensão de si mesmo, a fim de que tal prática torne-se rotineira. Ademais, o Estado, por meio da realização de cursos periódicos destinados à qualificação dos docentes, deve melhorar a didática de ensino, para que a aprendizagem torne-se lúdica e, assim, a autonomia pensante seja estimulada de maneira a preservar as individualidades e possibilitar o real progresso brasileiro.