Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 25/05/2020

Na série “Black Mirror”,no episódio “Queda Livre”,há a abordagem de uma sociedade no futuro dependente da tecnologia,de modo que as pessoas,dentro dela,não tenha personalidade,pois a vida tornou-se superficial.Fora da ficção,percebe-se o quanto essa situação é bastante atual no mundo de hoje,visto que a falta do autoconhecimento na era digital transforma o sujeito em um ser passivo-sem autonomia.Desse modo,os efeitos desse entrave são:ausência de autenticidade e transtorno psíquico.

A princípio,hoje,os meios de comunicação em massa conseguem monitorar e interferir na personalidade dos indivíduos,por meio de logaritmos,dando uma imagem “sabotada”,de modo que eles se enganem sobre sua real situação.Isso ocorre devido a falta de autoconhecimento que o ser humano possui,pois o sujeito que não conhece a sua essência tende a ser tornar uma “marionete” dos estímulos externos,por exemplo,das propagandas ideológicas.Sob esse contexto,o sociólogo “Emile Durkheim”,aborda o fato social,o qual é exterior ao indivíduo e impõe coercitivamente uma sensação de necessidades urgente,isto é,a importância de ter em detrimento do ser.Tal realidade é consequência dessa ausência de autenticidade,principalmente na era digital,o que facilita a ação dos meios de comunicação de transpassar uma imagem irreal,além de prover uma falsa zona de conforto.Logo,essa crescente individualização por causa da fragilidade interpessoal,deteriora o “eu” e valoriza o abstrato.

Outrossim,a falta de autoconhecimento na era digital pode desencadear transtornos,como a ansiedade.Sob essa ótica,é notório que as redes sociais são uma “receita” da vida perfeita,mediante a curtidas e comentários,no entanto,por trás das telas,há pessoas que não vivem nada daquilo,mas que passam essa imagem para se sentirem positivas.Diante disso,quando um indivíduo internaliza esse comportamento e passa por uma frustração,desenvolve emoções negativas constantemente,consoante a esse fato,o filósofo “Sócrates” aborda que é preciso que o sujeito se conheça para não se perder.Ou seja,é inegável os benefícios da tecnologia,mas não é papel dela promover a felicidade humana,pois só o autoconhecimento destrói as “máscaras psicológicas negativas” produzidas pelas redes.

Portanto,para melhorar o autoconhecimento na era digital,cabe as escolas promoverem ao sujeito uma consciência crítica sobre si mesmo e como não se tornar manipulado pelos estímulos externos.Tudo isso por meio de aulas de Liv-laboratório de inteligência da vida-,as quais irão fazer com que o indivíduo se conheça melhor e crie sua própria identidade sem que a tecnologia interfira, a fim dele ter sua autenticidade.Ademais,a mídia-junto ao Ministério da Saúde-devem explanar a importância das pessoas fazerem terapia para não ter comportamentos autodestrutivos,por meio de propagandas que incentivem e contratação de psicólogos aos postos de saúde,para que o sujeito não se perda de si.