Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 28/05/2020

O mundo contemporâneo destaca-se por sua ampla conexão virtual, seja pessoal, midiática ou um compilado de fluxo de dados que transitam entre sites, aplicativos e redes sociais, tal qual possibilita um compilado de interações pessoais e não pessoais entre usuários e empresas de diversos tipos. Dessa forma, pessoas sem autenticidade individual são facilmente influenciadas a seguir uma vida incoerente com sua conjuntura, por influenciadores em troca de fama e  grandes empresas que almejam persuadir seus produtos e serviços.

A princípio, as redes sociais deveriam ser um espaço virtual de interação social, mas por ser um ambiente que não possui uma veracidade real do que se é postado por quem usa, com o passar do tempo passaram a surgir exibicionistas nessas redes, atualmente chamados de influenciadores, que ostentam por fotos e vídeos um meio de vida ideal ao mostrar viagens, dinheiro, bens pessoais, empregos dos sonhos, lazeres e afins, o que por sua vez, ilude pessoas que almejam uma vida como essa, que passam a seguir os passos e conselhos ao tentar se assemelhar e possuir esse sentimento de ser alguém admirado. Diante disso, a falta de individualidade pode gerar conflitos entre o quais foram ou não decisões próprias, baseadas nos próprios desejos ou simulação da vida modelo de terceiros, o que impede a admiração pessoal.

Além do mais, muitos dos dados coletados na rede são maioritariamente repassados para parceiros comerciais, grandes empresas que utilizam desses para comercialização de propagandas que atinjam os interesses dos usuários, alguns que, por falta de consciência de si mesmo, estão vulneráveis ao que se é ou não necessário, são induzidos a consumir sem total arbítrio itens que não lhes são essenciais no dia a dia ou indispensáveis a sua formação de capacidade, seja para a arte, no emprego, na vida amorosa ou em qualquer âmbito privado ou coletivo.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Tecnologia em conjunto com o Ministério da Educação crie cursos onlines e gratuitos sobre inteligencia emocional, por meio de divulgação desses cursos com interações abertas entre usuários de qualquer faixa etária e psicólogos, para que assim, os navegantes que se interessam em viver uma vida livre das crenças limitantes, possam se reconhecer e ter uma rotina de autoaprendizado mais saudável pela internet. Ademais, cabe também à sociedade auxiliar com artigos, posts e outros, sobre a importância de conhecer a si próprio, para que então, uma navegação mais segura e sem os riscos causados pela influencia sob a ausência do autoconhecimento, possa despertar a melhor versão de quem busca se desenvolver.