Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 25/05/2020
A música “Desconstrução”, do cantor Thiago Iorc, retrata uma menina que encontra um refúgio momentâneo no celular, mas que no final “se estilhaçou em cacos virtuais”. Isso deve-se ao fato de que para entrar tão fundo nas redes é necessário ter um bom nível de autoconhecimento, para que não seja influenciado ou se sinta menosprezado por ter poucos “likes”, por exemplo. Nesse contexto, é válido analisar a importância de se conhecer e os efeitos causados pela falta desse conhecimento.
É importante perceber, antes de tudo, que, de acordo com a pesquisa da Agência Brasil, 86% das crianças e adolescentes têm acesso a internet. Esse número mostra a enorme quantidade de pessoas que estão vulneráveis nas redes sociais, visto que nelas há uma grande facilidade de expor opiniões que nem sempre são do bem. Um exemplo disso é a quantidade de comentários com xingamentos e propagação de ódio que muitos famosos recebem em suas contas. Os internautas responsáveis por esses atos, talvez com medo de que haja alguma punição, muitas vezes se escondem em perfis falsos, o que facilita ainda mais fazer ofensas ao outro. Isso faz perceber o quão importante é o autoconhecimento. Esse serve para que a pessoa saiba que não é nada do que estão falando, para saber se portar diante da situação e conseguir voltar a sua paz, processo que demanda um alto conhecimento da mente.
Posteriormente, é necessário perceber que, segundo o levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas, 41% dos jovens usuários da internet sentem ansiedade ou depressão com o uso da mesma. O dado mostra que os efeitos de um uso sem o autoconhecimento gera males para uma boa parcela populacional. Para amenizar isso, a plataforma “Instagram” retirou o número de curtidas das fotos dos usuários, para que não fique aquela competição por quem tem mais “likes”, que gerava a ansiedade e/ou depressão.
Nota-se, portanto, que urgem formas de frear os efeitos causados pela falta de autoconhecimento na era digital. As plataformas digitais, pelo dever de proteger seus internautas, deveriam impossibilitar a criação de perfis falsos, por meio da utilização do CPF do usuário, para que assim uma pessoa possa ter apenas uma conta naquele site. O Governo Federal, em parceria com as prefeituras das cidades, deve disponibilizar mais psicólogos públicos, por meio da contratação de novos profissionais, já que esses são capacitados para lidar com situações conflitantes nas pessoas, a fim de reverter o quadro de depressão ou ansiedade gerado pelas redes sociais.