Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 29/05/2020

É fato que a internet revolucionou a sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da comunicação, educação e relações sociais. No entanto, em consequência da amplitude digital, os aparelhos eletrônicos se tornaram indispensáveis para viver inteirado na sociedade. Além disso, no que se concerne à alta exposição de dados online, se potencializou o fenômeno da falta de autoconhecimento, pois permitiu por meio da construção de um sistema que nos domina por um algoritmo. Nesse sentido é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos  psicológicos e sociais.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como agem os efeitos da falta de autoconhecimento na era digital. Assim como na primeira revolução industrial, quando os direitos trabalhistas ainda não tinham sido desenvolvidos, a exploração aos trabalhadores os faziam se alienar a repetição no trabalho. De mesma forma que eles perdiam sua essência e o conhecimento de si próprio para as máquinas e vários outros operários iguais a eles, o mesmo acontece com quem vive a era digital e também se aprisiona à aparelhos, assim perdendo sua unicidade. Ademais se aplica nessa situação a frase do filósofo chinês Confúcio “se queres prever o futuro, estudas o passado”.

Cabe mencionar, ainda, em segundo plano, a série da Netflix “Black Mirror”, que em contos, de ficção científica, reflete o lado negro das tecnologias digitais, mostrando seu domínio sobre o ser humano. Sob esse âmbito, em todos os episódios, a série apresenta as consequências e sequelas causadas pelo mundo digital sob a vida humana, como exemplo, a perda de identidade e o desenvolvimento de doenças psicológicas. Assim como na vida real, esses problemas se deram pela constate pseudo-obrigação de agradar os outros ao seu redor nas relações online, a criação de uma personalidade falsa resulta na perda do autoconhecimento.

Infere-se portanto, que medidas sejam tomadas para consolidar um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o MEC implante em colégios campanhas para ensinar, desde cedo, a aprender como lidar com as internet em fontes seguras, e saber quando ela esta nos prejudicando mais que nos ajudando. Nessa mesma visão, é de responsabilidade das próprias redes sociais, alertar ao usuário sobre o conteúdo que esta sendo apresentado, para assim prevenir influencias erradas sob a sociedade. Além do mais, também se encaixa como papel parental, guiar seus filhos por um caminho que os ensine a ter senso crítico sobre informações alheias da internet. Dessa forma será possível atingir  uma sociedade e uma nação melhorada.