Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 24/05/2020
“Fez de sua pele sua sina, se estilhaçou em cacos virtuais, nas aparências todos tão iguais, singularidades em ruínas” na música do cantor, Tiago Iorc, “desconstrução” conta a história de uma menina que se esconde atrás de seu celular na tentativa de encontrar aprovação virtual e tentando encaixar-se nos padrões. Assim, como nos dias atuais, a mídia têm estado cheias de “moldes” e por vezes, agindo como se fosse o correto. Com base nesse viés, é necessário discutir os efeitos da falta do autoconhecimento quando falado da era tecnológica e formas para que isso não venha a se tornar mais um problema futuro.
O filósofo, Michael Foucalt, fala que todo ser humano é uma construção biológica, psicológica e social; sendo assim, a grande demanda de informação tecnológica social quando recebida de forma abundante e sem conhecimento, pode trazer efeitos perceptivelmente negativos para alguns adolescentes, quando ainda não foi formada a sua maturidade e individualidade em relação a comparações. sendo assim, podendo acarretar problemas como frustrações devido a busca incessante de querer ser iguais “as pessoas da internet”.
Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, a família é um pilar essencial para formar o indivíduo. Sendo assim, inciando do lar familiar a consciência que as pessoas são diferentes e que cada uma tem a sua individualidade e a sua forma de ser, não permitindo a comparação e assim, colaborando para que a era digital não venha a ser um problema durante sua formação.
Dessarte, faz-se mister que, o Ministério da Educação juntamente com os meios midiáticos, crie propagandas e palestras sobre inteligência emocional e autoconhecimento direcionado a era digital e a não comparação. Fazendo assim, com que o indivíduo conheça a sí mesmo e melhore a sua saúde mental, tendo a finalidade de diminuição dos casos de depressão e ansiedade causados pela falta de autoconhecimento no abrangente mundo da tecnologia.