Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 25/05/2020
Segundo o filósofo grego Aristóteles, o homem é por natureza um animal político. A partir desse pensamento, pode-se concluir que os seres humanos não vivem de forma isolada, mas interagem entre si a fim da manutenção da vida e da liberdade. Mesmo atualmente, as pessoas mantem o hábito de viver em grupos, embora hajam diferenças entre a sociedade contemporânea e a antiga, sendo a principal delas, a presença da tecnologia digital.
Além disso, segundo um dos fundadores da empresa Apple, Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Portanto, a tecnologia digital é uma importante característica da era moderna, já que promove a aproximação entre os indivíduos. Entretanto, nem sempre há aceitação de todas as pessoas da sociedade no meio digital, já que os padrões preestabelecidos não são atendidos por todos.
Outrossim, segundo Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia direta não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica. Todavia, os instrumentos digitais têm sido muito usados como forma de disseminar um padrão social, que por não ser atendido por um grande número de pessoas, acaba provocando mudança de comportamento, em quem busca a aceitação social.
Para mais, esse tipo de circunstância fere um dos direitos mais básicos do ser humano, que é o direito à liberdade. Ademais, as mudanças comportamentais a fim de aceitação social acarretam em falta de autoconhecimento, que é necessário para o desenvolvimento de opiniões particulares, e consequentemente, para a participação política de cada um.
Em suma, é necessário que todos os membros da sociedade participem de palestras e atividades socioculturais que promovam o debate sobre a busca por aceitação na própria sociedade. Também é necessário que todos desenvolva a habilidade de aceitar às diferenças, a fim de que todos possam exercer sua liberdade sem sentir-se julgados ou pressionados pelos padrões vigentes.