Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 05/06/2020
O filme “Sete anos no Tibet” narra a história de um alpinista, Heinrich Harret, que pretende chegar ao pico do Himalaia. Na obra, Heinrich é retratado como uma pessoa arrogante e egocêntrica e ao passar do filme sua vida muda radicalmente através de Dalai. De maneira análoga a história, a questão do autoconhecimento, no Brasil, ainda enfrenta problemas no que diz respeito à uma grande parcela da população mundial vulnerável.
Primordialmente, o cenário negativo em que as pessoas se encontram é evidenciado pela ausência de políticas que as sustentem. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) exerce no país. Instituído para ser um órgão que oferece suporte a saúde física e mental dos brasileiros, tal agência ignora as ações que poderiam potencialmente, aumentar o conceito de autoconhecimento entre as pessoas.
Outrossim, é necessário pontuar que a negligência de empresas - como as de marketing - que também colaboram para a dificuldade que as pessoas tem de se “auto controlarem”. Isso decorre, principalmente, da postura capitalista dos empresariados do ramo, que priorizam os ganhos financeiros em detrimento do psicológico das pessoas, que passam a serem controlados pela mídia.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para que as pessoas saibam se conhecer melhor. Posto isso, o Ministério da Saúde deve, por meio de um amplo debate entre o Estado, a sociedade e profissionais da área (saúde mental), lançar um Plano Nacional de Suporte à saúde mental, a fim de fazer com que a população se informe mais sobre. Tal plano deverá focar em destinar grande percentual de suas ações aqueles que mais necessitam. Dessa forma, a situação vivenciada por Heinrich em “Sete anos no Tibet”, poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros.