Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 28/05/2020
As virtudes da sabedoria, determinação e disciplina, são algumas das características comuns naqueles que possuem um bom autoconhecimento. Contudo, hoje, no mundo digital, onde tudo é oferecido para agradar os usuários, os vícios antagônicos as qualidades supracitadas acabam sendo nocivos e perigosos. Portanto, entender como a manipulação de informações pode gerar graves problemas, amplificados pela ausência de autogestão é fundamental para se utilizar a internet de forma saudável.
Em prelúdio, é importante destacar que sites e redes sociais personalizam a página de acordo com os interesses do usuário e de contratantes. Nas eleições presidenciais, do ano de 2016, Donald Trump, foi acusado de ter manipulado os algoritimos de redes sociais, para fortalecer sua candidatura, o que altera o curso das escolhas dos internautas vulneráveis. Desta maneira, aqueles que não conhecem as próprias necessidades e desejos, se tornam vítimas dessas ações, justamente por aceitar sugestões que não foram devidamente refletidas se são boas para a sua pessoa ou não.
Em segundo lugar, esses mecanismos também induzem a curiosidade vã, pela grande oferta de distrações, e prazeres momentâneos. O criador da logoterapia, Viktor Frankl, mostra em sua análise da vontade humana, que quando um indivíduo não possui uma autopercepção do que motiva a suas ações, ele se dispõe a buscar prazer imediato, em detrimento do sentido consciente da própria vida. Logo, a perca de tempo pela indisciplina geralmente culmina em depressão, uma vez que a percepção que estão à deriva da internet deixa os usuários aflitos, e rapidamente passam a buscar algo mais concreto, como descrito pela logoterapia.
Destarte, é dever principal da escola, e do ministério da educação, fornecer oficinas e palestras durante o período letivo, que esclareçam e orientem os acadêmicos a buscar a autoajuda e o conhecimento próprio. À vista disso, por meio de professores especializados, deve-se discutir sobre filósofos, como Viktor Frankl, evitando-se futuramente que esses jovens sejam massa de manobra política e sofram com doenças psicológicas.