Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 05/06/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança e ao bem estar social. Conquanto, a falta de autoconhecimento hoje em dia tem impossibilitado que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro plano, o autoconhecimento é o fator principal para o desenvolvimento pessoal de um indivíduo. Logo, vale salientar que hodiernamente são tantos os influenciadores digitais que torna-se difícil o indivíduo construir o seu próprio caráter sem ser influenciado, e o resultado desse fato é claramente refletido em uma sociedade altamente manipulada e com uma diversidade de pensamentos, ideias e ideais cada vez menores. Segundo Galileu Galilei, filósofo e físico, conhecer a si próprio é o maior saber. Diante do exposto, nota-se que o autoconhecimento é o que faz a sociedade ser forte e que o autoconhecimento torna o indivíduo mais completo.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de relações sociais cada vez menor como impulsionador do problema, tendo em vista que a falta delas não permite que o indivíduo se desenvolva como pessoa. De acordo com Ziggmunt Bouman, sociólogo polonês , a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, torna-se importante reconhecer que relações sociais físicas são importantes para o indivíduo conhecer a si próprio.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que cabe ao Governo Federal incentivar a sociedade a ser mais participativa e comunicativa. Logo, cabe também ao próprio indivíduo buscar conhecimento e o autoconhecimento por conta própria.