Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 08/06/2020
Platão, filósofo grego, afirma, por meio do Mito da caverna, que o conhecimento na Terra são sombras e defende a importância de uma investigação filosófica na apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam essa ideia. A reflexão sobre os efeitos da falta de autoconhecimento na era digital encaixa-se em tal cenário. Isso se deve à frágil saúde emocional dos indivíduos, bem como ao descaso do Estado em mitigar essa problemática. Assim, é salutar solucionar esse óbice.
Vale ressaltar, de início, que a carência emocional é um impulsionador para a postergação desse imbróglio. Conforme o psicólogo americano Abraham Maslow, em sua teoria “Pirâmide de Maslow”, o homem busca constantemente a satisfação, seja ela pessoal ou profissional. Desse modo, muitas pessoas acreditam que a satisfação pessoal advém mediante aceitação dos usuários de redes sociais como Instagram e Facebook, por exemplo. Logo, a busca interior é substituída pela tentativa de agradar uma plateia virtual.
Ademais, a inoperância governamental também é um fator coadjuvante nesse processo. Em consequência disso, forma-se um corpo social com baixa inteligência interpessoal, além de uma sociedade depressiva e ansiosa. Essa conjuntura, de acordo com o contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, uma vez que o indivíduo é incapaz de gozar de direitos imprescindíveis (como a saúde).
Diante do exposto, medidas são essenciais para resolver o impasse. Cabe às Universidades, instituição que tem como papel promover o bem-estar coletivo, desenvolver uma atividade extracurricular, a qual graduandos do curso de psicologia irão às ruas orientar e debater sobre a relevância do autoconhecimento e seus benefícios. Além disso, os parlamentares, por meio de aprovação em Congresso Nacional, devem criar leis eficazes, com o fito de erradicar os prejuízos causados pela ausência de autoconhecimento. Dessa maneira, o país vencerá esse estigma.