Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 09/06/2020

Dos diversos desafios contemporâneos enfrentados na era digital, um do mais significados é a falta do auto conhecimento humano. Onde, tem-se visto um mundo de infinitas possibilidades, que a falta discernimento para escolher prevalece. A modernidade, acompanhando da manipulação de dados, atinge indiretamente o cotidiano das cidades, e diretamente a falsa concepção de liberdade de escolha que os indivíduos pensam ter. Abrindo assim, um leque de debates, e colocando em ressalva: a falta de senso critico e a consequente padronização de personalidade.

Em primeiro instante, uma das principais causas do raso autoconhecimento, é o escasso senso de criticidade dos indivíduos. A quantidade de informação das plataformas digitais impõe uma falsa ideia,  a de que, determinados produtos consumidos pela massa, são de fato necessários. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, em seus estudos sobre modernidade “líquida”, vincula o alto consumismo com a necessidade de aceitação e de preenchimento do “vazio” ocasionado das relações “líquidas”. Que segundo ele, não eram duradouros e portanto, não seguras. Com isso, a necessidade de solidez  do “eu” individual permanece em questão, devendo-ser trabalhada.

Por conseguinte, a falta do controle ao consumo sugerido inicialmente, gera a construção de “moldes”- com corpos, família, círculo de amigos- . A carência de aceitação, além de priorizar a opinião do próximo, gera uma grande perda de identidade, que pode se reverter em frustração. Ao citar “singularidades em ruínas” o cantor e compositor brasileiro Tiago Iorc, em sua música  “desconstrução”, cria palco a diversas reflexões, dentre elas a necessidade que muito têm de exposição e como, ao passar do tempo, as pessoas esquecem o que precisam e buscam o que querem.

Diante dos supracitados, a escola em consonância com o Governo devem se unir para o embate dessa realidade. A escola, formadora de opinião, pode incluir a grade curricular aulas de controle emocional e financeiro, com o objetivo de solidificar a próxima geração, ensinando-as o consumo do necessário e que ser diferente, de fato, é algo bom. O Governo, com seu caráter socializante, deve propagar, mensalmente, campanhas impactantes, à população, sobre a padronização. Com o intuito de promover reflexão acerca das questões advindas da modernidade. Para que com isso, seja possível uma sociedade mais sólida e feliz consigo mesma.