Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 11/06/2020
Atualmente, vive-se em um mundo baseado em tecnologia. A representação de beleza, sucesso financeiro ou bem estar dar-se pelo número de curtidas, seguidores ou até mesmo, a marca e modelo de seu aparelho. Diante desse fato, é possível enxergar a perda de identidade sofrida detrimento a tecnologia.
Desde os primórdios da Revolução Industrial, o sinônimo de fortuna era definido pelos bens tecnológicos que se tinha. Este pensamento se mantém nos dias atuais. Fazendo com que, muitos, percam o apreço pela realidade e viva refém do universo digital.
Entretanto, é correto afirmar que, nos últimos dois anos vem-se crescendo o desejo pelo autoconhecimento e quebra da padronização digital. Porém, ainda sim, essa superficialidade, mostrada na internet, continua presente no dia a dia da sociedade, inclusive na classe infanto juvenil.
Como bem colocado pelo filósofo Jean- Jacques Rosseau “O homem é produto do meio”. A naturalização de uma vida digital artificial, moldam as crianças atuais a almejarem, agirem e se espelharem neste tipo de realidade que as tornam, desde cedo, indivíduos vazios, sem autoconhecimento ou personalidade. Tendo propensão a grandes frustrações e traumas futuros.
Dado o exposto, tem-se como papel do Ministério da Saúde com a colaboração de ONGs, promover campanhas e auxilio psicológico a população. Juntamente com a mídia, que carrega tanta influência, elaborar campanhas virtuais e televisionadas, abordando a importância do autoconhecimento e transparência no meio digital. A fim de orientar a sociedade meios saudáveis de utilização da rede sem agredi a saúde mental. Impedindo então, que outros tenham a sensação de poder sobre os seus pensamentos, e muito menos em seu conhecimento próprio.