Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 13/06/2020
O advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional proporcionou ao mundo Contemporâneo o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação.Esse marco foi imprescindível para auxiliar o ser humano globalizado.No entanto,a falta de autoconhecimento juntamente com esse meio digital facilitou o aparecimento de intemperes como o poder ideológico implantado nas redes e a geração de “Máscaras virtuais”.Dessa maneira,torna-se necessário analisar esse quadro para mitigar tais premissas.
Em primeiro plano,cabe ressaltar o controle do indivíduo pelas TIC’s,caracterizado pela ausência do autoconhecimento.Nesse viés,a escola de Frankfurt já previa esse controle,denominado por Adorno e Horkheimer como “Industria Cultural”,que instiga o consumo de ideologias produzidas em massa.Esse padrão ideológico é,hodiernamente,ligado à propagandas,influencers,algoritmos e artes midiáticas,em que se aproveitam da escassez de conhecimento próprio para influenciar o consumo desses produtos culturais.Tendo isso em vista,o ensinamento de Sócrates “Conheça-te a ti mesmo” é importantíssimo para evitar essa dominação.
Ademais,a carência de conhecimento de si é favorável à criação de falsas realidades pessoais nas redes sociais.Dessa forma,relaciona-se a Política do Pão e Circo na Roma antiga,a qual era um modo de agradar e uma tentativa de esconder o cenário deplorável do povo.Mas não é preciso ir tão longe para ilustrar essas falsas tentativas de esconder o fato maior,uma vez que a sociedade que não se conhece tende a criar personalidades virtuais que satisfaçam o padrão imposto e propiciem a fama necessitada por uma mente vazia de autenticidade.
Sob visão dos consequentes problemas advindos da carência de conhecimento próprio,faz-se necessário viabilizar uma resolutiva contundente.Portanto,o Ministério da Educação deve agir nas escolas-estaduais e municipais-em prol da criação de uma nova disciplina que exercite o conhecimento próprio com ajuda de psicólogos em debates dinâmicos,discursos participativos e campanhas que induzam o descobrimento dos gostos e jeitos individuais.Para que,assim,a próxima geração não seja alvo de uma imposição cultural e não precise usar máscaras digitais,pois o próprio eu será reconhecido virtualmente ,socialmente e individualmente.