Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 13/06/2020
“Conhece-te a ti mesmo”, aforismo usado por Sócrates, representava, para ele, o primeiro passo para a busca pelo conhecimento. Todavia, no mundo hodierno, vê-se uma crescente falta de autoconhecimento na sociedade, principalmente após o advento da era digital. Desse modo, a problemática resulta em efeitos como a alienação midiática e a superficialidade das redes sociais.
A priori, a alienação midiática configura-se como um complexo dificultador. Ademais, os filósofos da Escola de Frankfurt estabeleceram um estudo sobre a mídia e seu potencial de influência em massa, utilizando o fato de como ela foi usada pelos regimes totalitários no século XX. Nessa perspectiva, a mídia ainda exerce, atualmente, um papel manipulador, interferindo diretamente nas decisões dos indivíduos. Por conseguinte, a falta de autoconhecimento maximiza o potencial influenciador da mídia, aumentando, assim, a alienação na conjuntura social.
Outrossim, a superficialidade das redes sociais caracteriza-se como um grave imbróglio. Sob esse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman cunhou o termo “Modernidade Líquida”, em que a falta de alteridade e as relações frágeis configuram-se como as principais características da sociedade hodierna. Dessa maneira, é notório que o contexto exposto por Bauman é inerente à problemática, uma vez que a falta de autoconhecimento gera a busca pela aprovação do outro, essa que é feita a partir do excesso de postagens nas redes sociais, gerando, assim, uma fragilidade emocional.
Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para potencializar a busca por autoconhecimento na sociedade. Portanto, o Ministério da Cidadania e a mídia devem, juntos, por meio de palestras com profissionais especializados, que ocorrerão nos meios de comunicação e nas redes sociais, conscientizar a população sobre a importância da busca por autoconhecimento na vida do indivíduo, a fim de maximizar esta procura na conjuntura social. Dessa maneira, pode-se revalidar, no mundo hodierno, o aforismo utilizado por Sócrates.