Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 16/06/2020
Em uma sociedade na qual os indivíduos têm acesso à diversas informações, de maneira constante, torna-se necessário o autoconhecimento, pois este proporciona a distinção do que se é válido, necessário para cada pessoa. O que evita uma manipulação, e posteriormente , um possível arrependimento por alguma atitude.
Uma pessoa que não se conhece, isto é, não desbrava da sua própria mente, a torna um ser facilmente manipulado, tendendo à acessar sites, ler livros que pessoas taxam como obrigatório, por exemplo.Mas, como essas poderão discernir o que é necessário para elas, se não as conhecem ? Tornando assim, alienadas. Outrossim, impactam nas ações cotidianas, uma vez que, o indivíduo que não usufrui da sua própria mente, passa a não conhecer os seus limites e sua capacidade de exercer determinadas funções, sendo assim ócio. Também nos relacionamentos, se tornam introspectivos, inautênticos e até mesmo depressivos.
Willian James diz que, “Há várias medidas para medir a vontade humana. A mais exata e a mais segura é a que se exprime por esta questão: de que esforço és capaz?”, nesse mesmo pressuposto, temos a maiêutica socrática, que consiste em provocar o próprio pensar, afim de despertar o autoconhecimento. Ao adquiri-lo, o torna mais seguro de si, menos limitado, mais sociável, evitando uma possível manipulação, proporciona também, uma aceitação. Ao aceitar-se como realmente é, reduz o auto preconceito, quiçá a depressão, passa a inserir-se em lugares novos, gera o aumento do seu ciclo social, entre outros benefícios.
Mediante o exposto, o autoconhecimento fortalece a saúde mental, os relacionamentos, a estabilidade emocional, de modo geral. Pois, uma pessoa com um baixo nível desse conhecimento, vive apenas respondendo aos estímulos que a sociedade proporciona. De modo antagônico, isto é, aquele que possui, vive em plena distinção do que é benéfico, verdadeiro e necessário para sua vida, possuindo assim, as três peneiras socráticas.