Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 20/06/2020
É inegável que a tecnologia está se expandindo rapidamente, podendo-se gerar uma série de problemas para a pessoa que se obtém ou não de produtos que permitem a interação com outro indivíduo. Com isso, a falta do autoconhecimento acarreta problemas soberanos do que aquele que faz um uso sábio. Os obstáculos que impedem o autoconhecimento de um cidadão denotam pelo livre acesso que a rede social entrega, gerando distúrbios alimentares e transtorno mentais.
Ainda convém lembrar o crescimento dos influenciadores digitais que tem como função na mídia agradar seu público alvo, adolescentes. Eles podem ser encontrados em quaisquer plataformas digitais, visando postar fotos e vídeos de seus cotidianos perfeitos e moldurados, causando a insatisfação na vida dos influenciados. Uma das plataformas responsável pela busca do padrão é o Instagram, carregado de pessoas mais conhecidas como “blogueiras”. Em 2019, a própria imprensa resolveu ocultar as famosas curtidas para evitar a competitividade e a preocupação das curtidas estarem ligadas de forma prejudicial à saúde mental e física.
É valido salientar uma semelhança na política atual com o voto do cabresto, um acontecimento marcado pela República Velha, onde o eleitor depositava um pedaço de papel com o nome do candidato sem saber de quem se tratava, por muitas vezes serem analfabetos e o sistema eleitoral ser facilmente modificado. A analogia se dá devido uma grande demanda de pessoas desprovidas de assuntos políticos serem, então, influenciados pelas pessoas em seu meio.
Em virtude dos fatos mencionados, infere-se, portanto a necessidade de políticas públicas com o intuito de amenizar os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital. O Ministério da Educação deverá implantar palestras em escolas por meio de profissionais da área, com o intuito de conscientizar os estudantes sobre a importância de se auto conhecerem na era digital.