Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 24/06/2020

Toda revolução tem sua consequência! A era digital transformou o modo de viver da sociedade, influencia pessoas, atividades, profissões e relacionamentos. Uma conexão com o mundo na palmas das mãos 24 horas por dia, incita dependências, consumismo e ansiedade principalmente aos carentes de autoconhecimento.

Atravessamos um momento histórico onde tudo é permitido, entretanto nem tudo nos convém! Uma das principais consequências da era digital é a agilidade de propagar informações que, atuam como estímulos sobre nossa mente, impactando o imaginário e o campo de percepção da realidade, associada ao dinamismo para compelir o aumento de consumo. Ademais, as pessoas que encontram-se vazias de si mesmas, deslumbradas com as vidas “perfeitas” que surgem na sua tela, são direcionadas por uma “correnteza” social de aparências, aceitação e afeto que possui fluxo próprio, essa mesma “correnteza” oferece felicidade instantânea ao obter produtos e serviços sem sair de casa, dando a sensação de preencher o vazio interno.

“Conheça-te a ti mesmo”, era uma das falas do filósofo grego Sócrates. No instante que as pessoas se tornam incapazes de entenderem a si próprias, estão sujeitas a todo tipo de assimilação e comparação sem filtro do conteúdo digital, a escassez de autoconhecimento torna as pessoas emocionalmente instáveis a partir do momento que, surge à necessidade de adequar-se a um padrão de comportamento para serem aceitas. Sendo assim começam a construir uma autoimagem baseada da opinião alheia e, qualquer erro que traga críticas faz a autopunição entrar em ação, a sua identidade passa a ser apenas o reflexo do que o mundo te mostra, e você não sabe quem é de verdade, quando não conseguem se encaixar, se sentem frustradas,deprimidas e perdidas no próprio mundo interno, a necessidade excessiva de alto afirmação por si só desencadeia problemas de cunho físico e emocional, torna-se o caminho para uma epidemia de ansiedade, depressão, obesidade, estresse, suicídio, falta de vínculos e interações reais.

Em suma, o autoconhecimento está na base da saúde mental, pois se o indivíduo de fato não conhece a origem de seus comportamentos, ele se torna uma “marionete” em relação aos seus impulsos. Faz-se necessário diante do exposto que, o Ministério da Educação (MEC) possa disponibilizar nas escolas e universidades, livros digitais e aulas interativas com técnicas de autoconhecimento, bem como o Ministério da Tecnologia (MCTI) disponibilizar curso onlines e gratuitos de inteligência emocional. Sobretudo as agências de publicidade inserir um marketing voltado para o que é real, abordar as diferenças, os sentimentos, a interação pessoal e valorizar o autoconhecimento.