Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 08/07/2020
Segundo Sócrates, o autoconhecimento é uma virtude essencial. “Conhece-te a ti mesmo”, isto é, torna-te consciente da tua ignorância como sendo o ápice da sabedoria. Contudo, hodiernamente, o autoconhecimento não é considerado tão essencial como na Grécia antiga,
e a falta dele na era digital provoca efeitos como a busca constante pela aprovação e o aumento do consumismo.
Na obra ´´A Sociedade do Espetáculo´´ do filósofo Guy Debord, retrata a necessidade das pessoas de estarem ´´bem´´ para mostrar as outras ,aferindo um tipo de ´´espetáculo´, esse fenômeno acontece principalmente nas redes sociais nas quais é cobrada de uma forma inconsciente a necessidade da aprovação do outro, essa dependência de opinião alheia é derivada da falta do autoconhecimento.
Adorno e Horkheimer dois filósofos da escola de Frankfurt, definiram como indústria cultural a padronização dos produtos como forma de lucratividade. Tais métodos, permitem a manipulação das pessoas, principalmente, aquelas que não possuem conhecimento da sua essência e se deixam levar comprando um produto que não vão utilizar, contribuindo para uma onda de consumismo capitalista que na era digital se agravou por conta da influência midiática.
Desprende-se, portanto, que a falta do autoconhecimento na era digitalizada pode ser muito prejudicial a sociedade. É mister que o Ministério da Educação deve aferir aulas de inteligência emocional e autoconhecimento nas salas de aula, e divulgar por meio da mídia a importância dessas aulas, e sobre a diferença que essas aulas farão na vida dos jovens. Com tais medidas, conforme Socrátes acreditava, as pessoas estarão no ápice da sabedoria, e os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital diminuirão.