Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 29/06/2020
Já preconizou Jean-jacaques Rousseau “ o homem nasceu livre e por tida a parte vive acorrentado” e tal frase corrobora com a atual conjuntura brasileira, pois tornou-se corriqueiro observar nos meios de informações o crescente aumento com relação à prática do não autoconhecimento, gerando uma alienação social, mazela social que permeia à sociedade e que da a sensação de acorrentamento. Desse modo, vale ressaltar o impacto mediante a falta do conhecimento individual causado pelo uso excessivo da internet.
Indubitavelmente, o advento da Revolução Industrial vinculado a Guerra Fria trouxe inúmeros benefícios a sociedade, tais como a criação de computadores e à internet. No entanto, tais melhorias que vieram afim de inovar o convívio na comunidade, fez do compartilhamento de informações sem a devida veracidade uma verdade incontestável, se caracterizando como fake news. Por isso, é necessário repensar os valores transmitidos por meio das gerações, para que aos poucos esse pensamento se encontre no ostracismo.
Além disso, é verdade que a produtividade em massa advinda do modo capitalista, fez com que o cidadão obtivesse pouco tempo para o lazer e se dedicasse mais ao serviço, ocasionado pouca oportunidade para verificar a autenticidade das informações recebidas no trabalho e nos meios interativos. Ainda nesse prisma, a aplicabilidade dessa prática fez com que o indivíduo não tivesse muitas oportunidades para buscar o autoconhecimento, dando espaço para que as mídias - televisivas ou jornalísticas- ditem o modo de se vestir, qual música ouvir ou qual político escolher, configurando assim, de modo direto, uma alienação sociocultural. Por isso, aceitar essas ações nefastas é o mesmo que adquirir ao corpo social, a cegueira branca de José Saramago.
Levando em consideração os argumentos supracitados, medidas urgentes e eficazes devam ser tomadas a fim de minimizar os impactos já sofridos. Assim, compete ao governo devido o seu alcance, divulgar informações concisas que abordem diariamente o debate em questão, para que assim, não haja a falsa sensação de liberdade. E, por fim, contrariando Rousseau, o homem nasceu livre, mas não viverá acorrentado.