Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 30/06/2020

“Conhece-te a ti mesmo”, frase dita por Sócrates, que hodiernamente é muito conhecida, porém, pouco praticada. Tendo em vista, o avanço da tecnologia e dos meios de propagação e marketing de produtos, as empresa estão cada vez mais investindo em maneiras de manipulação em massa para atingir seus objetivos de venda, encaminhando a população a pensar que produtos, às vezes, dispensáveis, são de suma importância. De tal maneira, isso se deve, essencialmente, à falta de conhecimento da população perante as estratégias de publicidade e, ao alavancamento do capitalismo que acabou por gerar um consumismo desenfreado e, ao mesmo tempo, desnecessário.

Sendo assim, sabe-se que o autoconhecimento é primordial para o bom discernimento de um indivíduo, muitas vezes, grandes empresas por terem ciência do que estimula a massa, utilizam de técnicas de marketing que, por não serem de conhecimento desse público, passam despercebidas e são extremamente efetivas em seu propósito, tornando os consumidores suscetíveis aos efeitos colaterais respectivos. De acordo com um estudo feito pela Royal Society for Public Health, o Instagram, gigante empresa no ramo das redes sociais, é também a mais nociva nesse meio, sendo responsável pelo “Instagram Effect”, termo esse que denomina a queda na auto-estima dos usuários ao utilizarem o aplicativo. Por certo, esse fato deve-se à falta de noção do público sobre esse assunto.

Tendo em vista que, a sociedade brasileira é fortemente influenciada pela mídia norte-americana, o chamado “American way of life” foi responsável por implantar o que permanece até a contemporaneidade, uma visão do estilo de vida consumista como o ideal. Dessa forma, cria-se um problema, já que, devido a esse desejo de posse, o indivíduo consumista se torna mais propenso a ser influenciado por manipulações para a aquisição de produtos, e essa predisposição se agrava ainda mais caso o elemento não tenha evoluído sua autoconsciência, dessa maneira, aceitando e internalizando o que lhe é passado.

Nesse sentido, com o intuito de resolver tal cenário problemático, faz-se urgentemente necessário que o Tribunal de Contas da União forneça capital que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), seja revertido em campanhas conscientizadoras, por meio de cartazes, banners e outdoors, que tratem da questão da necessidade do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal para todos os indivíduos, apontando os benefícios que os cidadãos terão em suas vidas e os problemas que podem ser desencadeados caso não realizem o estudo da reforma íntima. Desse modo, haveria uma diminuição drástica nos casos de manipulação e consumismo, gerando uma sociedade mais integrada, feliz e próxima do ideal de Sócrates.