Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 03/07/2020

Segundo o filósofo grego Sócrates, um indivíduo deve conhecer a si mesmo e conscientizar-se de sua ignorância, para que ,então, seja sábio. Assim, pode-se deduzir que, na contemporaneidade, a falta de autoconhecimento submete o indivíduo a influências e manipulações da nova era digital, de modo a torná-lo independente das instigações digitais.

De acordo com a 3° Lei de Newton, toda ação resulta em uma reação. Nesse sentido, a busca por aprovação e reconhecimento social, por meio das mídias sociais resulta, indubitavelmente, em uma certa satisfação. Contudo, fazer postagens no Facebook ou Instagram por exemplo, só trará uma momentânea aprovação, pois o número de curtidas, visualizações ou comentários positivos, são apenas aparências que não mudarão a realidade por trás das câmeras. Dessa maneira, o autoconhecimento abre os olhos para o real significado da internet.

Ademais, não conhecer a si mesmo, induz a manipulação do comportamento e decisões dos internautas pelo sistema digital. A proporção que as pessoas se movimentam na Era Digital, perdem boa parte da liberdade de escolha, já que, as preferências nesse meio são filtradas pelo sistema que, inevitavelmente conduz o usuário a redes comerciais e de opiniões. Dessa forma, o conceito defendido por Karl Marx é exemplificado, visto que, “a classe dominante nunca deseja que a situação mude, pois se encontra em uma situação muito confortável”.

Concluímos que, compete às plataformas sociais, disponibilizarem manuais de prevenção aos ataques e influências cibernéticas auxiliando, ainda, na proteção virtual do usuário contra golpes e manipulações. Adicionalmente, o Estado deve contratar especialistas em tecnologia e ajuda psicológica, para propagar em escolas e universidades, o ideal de conhecer a si próprio e seu posicionamento individual, por meio de reflexões e exercícios, contribuindo assim, para a independência moral e obtenção da plena sabedoria, como propôs Sócrates.