Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 26/07/2020
A era digital resignificou a forma como as pessoas se relacionam, ela é capaz de ultrapassar barreiras físicas, emocionais e até sociais em prol da difusão de ideias, estilos de vida e conhecimentos variados acessível a qualquer indivíduo. Contudo, mudanças socioculturais prejudiciais são percebidas, como exemplo: vulnerabilidade do indivíduo a superexposição, falta de confiabilidade da veracidade dessas informações e a dependência emocional a essas mídias.
A super exposição é influenciada pela necessidade de reconhecimento e aceitação social, mesmo que seja de desconhecidos. No entanto, há um grande paradigma a ser debatido, qual o custo dessa aceitação? A maioria dos usuário de redes sociais são jovens cada vez mais jovens que buscam o reconhecimento copiando padrões sociais de digitais influencies, pessoas que usam a facilidades da exposição em redes sociais, para influenciar comportamentos alheios. Tendo em vista esse fato, o mercado publicitário usam a visibilidade dessas pessoas para vender seus produtos.
Desta forma, os jovens são altamente vulneráveis a apelos publicitários, afim de serem aceitos, passam a copiar o comportamento dos influencies, que em redes sociais tem uma vida de sucesso. Sendo assim , por um breve momento esse consumismo aproxima o jovem do seu ser idealizado. Contudo, até que ponto essa vida de sucesso é real? Não há como comprovar!
O idealismo irreal gerado nessas mídias além do consumismo desenfreado, tem aumentado a dependência e a ansiedade dos seus usuários. A conexão com a vida virtual passa a ter maior importância que a vida real, provocando afastamento dos próximos e aproximando os que estão distantes.
Nesse contexto, há uma necessidade de maior reflexão sobre a real aproximação entre as pessoas e sobre a exposição cada vez mais prematura dos jovens, em seu período de formação da identidade, são bombardeados por apelos de uma vida irreal do mundo virtual.