Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 17/07/2020
De um lado, o compartilhamento de fotos e publicações nas redes sociais. Do outro, o abuso por parte das redes sociais e das empresas de marketing que consequentemente, ampliam o consumismo na sociedade. Sem dúvidas, as empresas e os meios de comunicação utilizam as informações postadas e compartilhadas para monitorar as pessoas e assim, descobrir suas respectivas vulnerabilidades.
Em primeiro lugar, o indivíduo busca reconhecimento e aprovação. Dessa forma, ele publica uma foto, como exemplo, em busca do padrão estabelecido pela sociedade. Assim, aqueles que não possuem o autoconhecimento, são facilmente manuseados pelas redes sociais ou pelas empresas de marketing, tal como, induz na compra de um produto ou a fazer algo que não convém a ele. Segundo o historiador Yuval Noah Harari, a falta do autoconhecimento gera manipulação de terceiros sobre as escolhas. E consequentemente, o espaço digital se torna um ambiente de críticas e ademais, os internautas se submetem a esse abuso.
Em segundo lugar, essa sabotagem aumenta cada vez mais o consumismo, e de acordo com a SPC Brasil, apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes. Assim sendo, como já dizia o filósofo Sócrates, é essencial “conhecer-te a ti mesmo”.
É evidente então que os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital são colossais. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) penalizar condutas abusivas provenientes das empresas de marketing, logo, o marketing abusivo será contido. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas que incentivem as pessoas a se auto conhecerem, visto que, o autoconhecimento permite a descoberta de qualidades e capacidades. Desta maneira, os indivíduos estarão mais preparados para coabitar o espaço digital. Tudo isso, para que os efeitos prejudiciais deste problema sejam reduzidos e por consequência, para que o bem estar digital dos brasileiros se garantem.