Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 14/07/2020

O advento da internet trouxe algo jamais visto anteriormente: a facilidade de comunicação e interação entre humanos. Nos séculos em que as navegações internacionais representavam o ápice da humanidade, era comum que as viagens demorassem meses. Hoje, no século XXI, o normal está em falar com um amigo que se encontra do outro lado do planeta Terra através de vídeo chamada. No entanto, aquilo que inicialmente objetivava facilitar a vida das pessoas, também traz um mal que rege a vida do ser humano, onde está a problemática deste tema, que é a falta autoconhecimento, tanto do ponto de vista filosófico como histórico.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 99% das casas possui aparelhos telefônicos móveis. Ainda segundo o Instituto, houve um crescimento no uso de celulares por parte de crianças acima de 10 anos, onde cerca de pelo menos 75% delas têm livre acesso. Essa estatística dá suporte à ideia de que a falta de conhecimento próprio é fruto do mau uso das tecnologias avançadas que trouxe este século.

George Santayana, filósofo espanhol, dizia que aqueles que não se lembram da história estão condenados a repeti-la. Segundo ele, é necessário  que olhemos para a história não apenas com o intuito de conhecê-la, mas também com o objetivo de apender com ela, e assim a sociedade progride. A filosofia de Santayana reforça a ideia que teve Sócrates, pais da filosofia, onde para ele, é necessário que cada indivíduo conheça a si mesmo.

Portanto, faz-se necessário que cada indivíduo conheça a si mesmo e a sua história, para que a sociedade cresça coletivamente. Cabe ao Ministério da Educação promover debates públicos em escolas com objetivo de instruir aos jovens e adolescentes a maneira correta de se utilizar a internet e o perigo da falta de autoconhecimento. Assim, a sociedade evolui e evita problemas iguais no futuro.