Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 18/07/2020
O termo alienação foi usado pela primeira vez pelo importante filósofo alemão Hegel e, desde então, foi bastante usado para descrever indivíduos que perderam sua essência, só seguem o sistema no qual estão inseridos, postura esperada de alguém com pouco acesso a informações. Porém, atualmente, é comum se ver o contrário, pessoas possuem tanto conhecimento a disposição que perdem a noção de quem são, se tornam propensas a serem influenciadas, algo terrível para elas mesmas, entretanto, a mídia não vê essa situação de uma maneira ruim.
Um outro termo que vem recebendo bastante destaque em estudos socias é o consumismo, o ato de comprar produtos demais, ou até inúteis, por puro impulso, comportamento muito explorado por veículos de comunicação. De acordo com pesquisas do instituto Akatu, em 2018, cerca de 76% dos brasileiros não praticavam o consumo consciente, ambiente perfeito para lançar uma propaganda com música grudenta incentivando a compra de algum novo carro com uma incrível mudança no funcionamento do motor ou algo do tipo.
A falta de autoconhecimento não afeta apenas os bolsos dos brasileiros, mas também o psicológico. Diversos estudos apontam que o uso constante de redes sociais tende a causar danos ao psicológico de muitas formas, apontando defeitos em seu corpo ou até na sua maneira de viver, causando depressão em alguns casos ou até o suicídio em cenários extremos.
Por conseguinte, a melhor maneira de promover o autoconhecimento para pessoas conectadas é literalmente desconecta-las. Redes sociais poderiam ter um limite máximo de tempo disponível semanalmente para tentar controlar essa dependência ou usarem da sua influência através de propagandas para incentivar atividades off-lines, como a leitura ou prática de esportes. Os usuários também podem tomar suas providências, separar um tempo certo para usar delas ao invés de passar horas apenas gastando tempo que poderia ser utilizado para desenvolvimento próprio.