Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 17/07/2020

A tecnologia nos dias atuais nos dominam mais do que as dominamos. Esse fato se deve pois os algorítmos computacionais têm mais conhecimento sobre nós, do que temos sobre eles. Nas sociedades contemporâneas, mais importante do que conhecer sobre os acontecimentos atuais e passados, é se autoconhecer. Essa tarefa, infelizmente não é tão simples quanto decorar as fórmulas matemáticas, saber o nome dos povos da Idade Antiga ou as divisões entre os seres-vivos, pois não pode ser delegada à um professor.

Em “21 lições para o século XXI” o professor Yuval Noah Harari argumenta a importância de se autoconhecer. Ou seja, deixar de olhar para fora, para se conhecer por dentro. O autor é cético ao falar sobre questões que geralmente são relacionadas à espiritualidade, como a meditação. Mas mostra que apesar de estar relacionada a várias religiões antigas como o budismo e o hinduísmo, a meditação possui benefícios para o indivíduo, como a redução do estresse, controle da ansiedade e clareza mental.

Infelizmente, a mente não é algo fácil de ser estudado, pois não é um objeto físico como o cérebro ou o coração. Nenhum psicólogo freudiano ou aparelho de resonância cerebral é capaz de estudar a mente de um indivíduo tão bem quanto o próprio indivíduo, como afirmado pelo psicólogo americano Sam Harris em “Despertar”. Então, o peso de conhecer a própria alma cai sobre o próprio indivíduo.

Em suma, cabe a cada indivíduo a decisão de analisar a sua própria mente, seus sentimentos e sensações, pelo que sente atração e do que sente repúdio. Isso pode ser feito através de técnicas de autoconhecimento como a meditação, e com sessões de terapia com ajuda de psicológos.