Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 26/07/2020

“Admirável Chip Novo”, música autoral de Pitty, promove uma crítica sobre a sociedade e o governo em relação as obrigações impostas à população, em que a necessidade de realizá-las acarreta a perda de individualidade. É indispensável destacar que a falta de autoconhecimento causa facilidade do Estado e empresas de Marketing em persuadir o ser humano, contribuindo para uma massa influenciável. Tal cenário ocorre em razão do aliciamento do ego do Homem por intermédio das redes sociais e a tentativa de manipular por propagandas.

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”, frase proferida pelo filósofo Sócrates, entende-se que o primeiro passo para evolução do ser humano é conhecer a si próprio. Com base nisso, a autognose afeta a reação da pessoa com o mundo e a sociedade, possibilitando uma maior abertura para aprender e conhecer coisas novas. A tentativa de preencher um vazio com exposição em redes sociais tem como solução a aceitação individual, que gera a ausência de busca pela aprovação do outro, bem como a carência em suprir as necessidades afetivas.

Ademais, durante o Regime Militar , no século XX, o governo brasileiro selecionava as informações que seriam recebidas pela população, como forma de favorecê-lo e manipular de forma massiva. Semelhante a isso, a quantidade exorbitante de propagandas adjunto a ausência de conhecimento de si mesmo, na era digital, gera o aumento do consumismo na sociedade, sendo convencido por uma satisfação pessoal e não por uma necessidade. Sendo estimulado a consumir por meio de repetições exaustivas e artifícios visuais, as campanhas também agregam valor ao produto, criando a sensação de que a posse irá preencher um espaço vazio, torná-lo bem-sucedido.

Por conseguinte, a falta de autoconhecimento acarreta uma carência afetiva de coisas externas e  apresenta disposição para controlar a população por intermédio do Marketing excessivo e do Estado. Com isso, o Ministério da Educação deve implantar, nas escolas brasileiras, o ensino sobre educação sócio-informacional tendo em vista o melhor uso das redes de informação. Objetivando uma menor influência sobre a sociedade e maior liberdade para decisões e pensamentos próprios.