Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 06/08/2020

A série mexicana “control z”, um hacker consegue acessar os celulares dos alunos do colégio nacional e inicia uma série de vazamentos constrangedores.Na sequência, a falta do autoconhecimento dos indivíduos é apontado como uma das maiores causas, tornando-os reféns da internet.Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da influência da mídia nas relações sociais e da manipulação de empresas baseada no conhecimento delas sobre a sociedade.

Primordialmente, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, o poder da mídia nos vínculos sociais.Segundo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é definida pela fragilidade de laço entre pessoas e instituições com a superficialidade das relações.À luz disso, as redes sociais e a internet serviriam de instrumento para essa intensificação, de modo que os indivíduos se tornassem alienados na vida digital e passassem, na web, a imagem de alguém que não era.Nessa perspectiva, não haveria identidade alguma, apenas reprodução sem reflexão, sem conexão com o fazer-se existir e apenas compartilhar, de modo que as pessoas sentem que precisam se adequar a um padrão de comportamento para que sejam aceitas.Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em segundo plano, é importante ressaltar a influência da internet na história e nos seres humanos de uma sociedade.Nesse prisma, grandes mudanças políticas conseguiram, por meio de propagandas, manipular ideologias de massa, como na Segunda Guerra Mundial, quando Hitler só conseguiu pregar o nazismo por intermédio da publicidade.De acordo com a News Report, cerca de 60% dos brasileiros confiam nas informações vinculadas na mídia, de modo que os hábitos de consumo e conhecimento da população colaboram na divulgação do governo e das empresas.Diante da globalização, os meios de comunicação social que divulgam informação exploram categorias informativas para traduzir o interesse da sociedade, assim os indivíduos enfrentam uma grande dificuldade para distinguir do que é propagado pela imprensa  com o que é pensamento próprio do ser humano.Nessa temática, é preciso que essa situação seja modificada.

Urge, portanto, que o Estado juntamente com o Ministério da Cultura, desenvolva palestras nas redes sociais, por meio de 1% do dinheiro pago e impostos atribuídos na eficaz desse projeto, como por exemplo em entrevistas com especialistas e profissionais da área comunicativa.Tais palestras devem ser gratuitas e conferenciadas em ambientes de acesso livre.Desse modo, é possível acabar com os desafios relacionados ao autoconhecimento na era digital.

Consoante Françoise Hériter, “o símbolo mais forte da sociedade moderna é o uso do Facebook e sua rede de falsos amigos.Esse sentimento falso de pertencimento cria um mundo desmaterializado”