Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 06/08/2020
Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Conhecer a si mesmo é essencial para absolutamente tudo na vida, suas capacidades, limitações, virtudes, defeitos e mesmo sua própria personalidade, tudo o que define quem é um indivíduo. Entretanto, no atual cenário mundial em que vivemos, a fase tecnológica, nos falta cada vez mais autoconhecimento, portanto nos tornando suscetíveis à manipulação.
O autoconhecimento é, basicamente, uma pessoa conhecer à si própria, saber suas qualidades e defeitos e até que ponto abrangem estas características, algo que permite o ser humano viver em sociedade. Como diziam os filósofos contratualistas “saímos do nosso estado de natureza e migramos para o nosso estado de sociedade, o qual nos permite criar leis e conhecer valores, através de um contrato social’’, ou seja, graças à saída do Estado de Natureza e entrada em um Estado de Sociedade, um indivíduo consegue se conhecer, tal como será capaz de conhecer as leis e costumes regidos em sua respectiva sociedade.
Entretanto, este pensamento na perspectiva da atualidade é demasiado contraditório, pois mesmo com a sociedade estando muito mais evoluída em relação a 400 ou 500 anos atrás, é notória a falta de conhecimento, algo que é fruto, dentre diversos fatores, a forma que este conhecimento é utilizado contra a própria pessoa, ou seja, os gostos e opiniões de alguém sendo apresentados, por meio de inteligência artificial, como as redes sociais ou até mesmo o google por exemplo, e para que isto se torne perceptível, basta observar os anúncios que tendem a aparecer após a pesquisa de um item de consumo. Isto funciona por meio de algaritmos que são capazes de deduzir produtos semelhantes aos quais você havia pesquisado anteriormente, e que portanto, faz com que a própria internet, infelizmente, conheça muitos indivíduos, até mesmo melhor do que eles próprios. A falta de autoconhecimento também acarreta em problemas profissionais, como por exemplo, na escolha de uma profissão, a qual pode ser feita por influência interna, e não pela vontade própria. Além disto, o próprio ensino é tendencioso para alguma ideologia, algo que pode afetar a personalidade dos alunos, os quais serão futuros cidadãos a mensurarem quem são e quais são suas capacidades.
Portanto, para a solução de todos estes problemas, o ensino, proporcionado pelo Estado deveria ser mais isento, a fim de permitir que a pessoa possa conhecer a si mesma, além disto, a redução da capacidade da inteligência artificial, por parte dos desenvolvedores, através de novos algoritmos, com o objetivo de proporcionar o autoconhecimento dos cidadãos.