Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 06/08/2020
Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, nós vivemos a chamada modernidade líquidida, nessa, o indivíduo é definido pelo seu estilo de vida e coisas que consome. Assim, as pessoas em suas vidas, passam muito tempo tentando se encaixar em algum dos grupos da sociedade. Com isso, a pessoa molda seus padrões e gostos, logo, o governo e mídia estudam uma maneira de tirar proveito disso.
A priori, as pessoas procuram a aceitação e a felicidade de ser aceito nas redes sociais, tais quais, Instagram, Facebook entre outras. A felicidade e aceitação encontrada nessas redes é, no entanto, momentâneo uma vez que os “likes” e comentários não surtem um real efeito sobre sua pessoa já que eles, não representam a real pessoa que e sentimentos por trás da câmeras. Desta maneira, o real autoconhecimento muda a visão sobre o relacionamento com as redes.
A posteriori, é importante destacar, que juntamente da falta de autoconhecimento, a pessoa se torna alguém mais facilmente manipulável em seus atos e decisões, mesmo por meio de um sistema digital, como são as redes sociais. E conforme você se estabelece, perde um pouco da sua liberdade de expressão, uma vez que, terá que se alinhar perfeitamente ao grupo em que está se inserindo. Assim, você é dominado pela internet.
Levando em conta os fatos supracitados, é importante que o Ministério da Educação, faça com que as escolas instruam seus alunos a uma reflexão sobre suas qualidades e defeitos, para que se conheçam e saibam se comportar em ambiente que envolva mais pessoas do que somente ele. Além também de palestras com profissionais, para instruir as crianças e adolescentes a se autoconhecerem e não se tornarem “escravos” da sociedade.