Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 07/08/2020

Conhecer a si mesmo

A conhecida frase “conhece-te a ti mesmo” atribuída a pensadores da Grécia antiga remete a necessidade e importância do autoconhecimento, bem como do desenvolvimento de ideais e conceitos próprios.  A partir da evolução e mudanças da sociedade, assim como do surgimento da tecnologia, tal pensamento tomou maiores proporções, uma vez que, na era digital o autoconhecimento tornou-se ainda mais essencial, seja pelas influências apresentadas nas mídias sociais, seja por transtornos desenvolvidos em decorrência do uso excessivo de tais redes.

Em primeiro lugar, vale destacar a grande disseminação do uso de redes ou mídias sociais, estas, podem ter conhecimento a respeito das preferências, fraquezas e ações cotidianas dos usuários. Desse modo, por intermédio da internet certos dados e características pessoais são expostos aos algoritmos, isto é, sistema de inteligência artificial, de maneira a desenvolver conteúdos diversificados aos usuários online. Contudo, aceitar os informações e tópicos que são apresentados, sem julgar e desenvolver convecções próprias, pode caracterizar-se como uma problemática, visto que ultrapassam o grau de autoconhecimento desenvolvido. Destarte, segundo o escritor brasileiro, Augusto Cury, nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações, de forma a evidenciar a necessidade do conhecimento próprio, assim como de seus conceitos.

Ademais, a internet e suas mídias criaram plataformas que tornaram possível a publicação de fotos e vídeos do cotidiano, de modo a disseminar tal hábito de postagens. No entanto, o consumo excessivo de tais redes acarreta malefícios, já que, o usuário baseia-se nos números de visualizações, curtidas e interações como princípio necessário em sua vida. Além disso, tais indivíduos muitas vezes substituem seus ideais próprios pelo seu público online, de maneira a perder sua essência e até desenvolver transtornos mentais. Em perspectiva contrária, o filósofo grego, Sócrates, diz que o verdadeiro conhecimento vem de dentro, ou seja, intitula o autoconhecimento e vontades próprias como prioridades em detrimento às influências digitais e transtornos desenvolvidos por intermédio destas.

Assim sendo, é notória a importância de que se tenham cidadãos mentalmente saudáveis e que se reconheçam por meio do autoconhecimento. Dessa forma, considera-se de extrema relevância o investimento, por parte do Governo, assim como do Mistério da Educação, em psicologia nas escolas, por meio da criação de um período específico destinado ao desenvolvimento individual das crianças, em que estas desfrutem de didáticas alternativas que introduzam o conhecimento próprio, para que se tenha um país com indivíduos que, de fato, conheçam a si mesmo.