Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 15/08/2020
A frase “A saudade que dói mais fundo e irremediavelmente é a saudade que temos de nós”, escrita por Mário Quintana, traz a ideia de perca da autenticidade de cada indivíduo. Na atualidade, esse tema torna-se cada vez mais presente pela influência negativa que a internet proporciona, trazendo malefícios para saúde mental pela utilização excessiva de plataformas digitais e desvio de personalidade pela alta influência que exerce.
Primeiramente, o dano do uso desmoderado da internet pode ser confirmado através de um estudo realizado pelo hospital infantil Sick Kids em Toronto, comprova-se que, entre pessoas de 18 a 22 anos, devido ao consumo exagerado das redes sociais, houve um crescente número de indivíduos com insônia e doenças mentais, além das tentativas de suicídio e de comportamentos autolesivos. Constata-se que o percentual desses dilemas em 2013 eram 24% e chegou aos 39% em 2017. Em suma, é de extrema importância que medidas plausíveis devem ser apresentadas de imediato para que haja regresso das problemáticas.
Segundamente, a empresa GlobalWebIndex executou uma pesquisa que expôs o Brasil como segundo colocado no ranking mundial de maior média de tempo gasto no meio digital, havendo o consumo de 225 minutos diários, um aumento significativo em relação a 2018. Além disso, é atestado que, na faixa-etária de 16 a 25 anos, há uma quantidade progressista de compradores compulsivos pela internet, com compras efetuadas em jogos, em aplicativos gerais e, principalmente, em redes sociais como o Instagram que direcionam os usuários para sites terceiros. Portanto, projetos devem ser elaborados para reduzir esse número.
Por conseguinte, para conscientizar a população nacional sobre a problemática, o Ministério da Educação (MEC), com o auxílio do governo, deve, primordialmente, tornar mais presente a divulgação dessas pesquisas e dos malefícios resultantes. Na sequência, atribuir mecanismos que controlem o tempo de uso do celular, contendo um indicador sobre o momento em que uma pausa seria necessária, a fim de que o usufrutuário tenha noção das consequências e sinta-se capacitado para adquirir mudança sobre seus hábitos virtuais.