Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 14/08/2020

No filme “Matrix”, é retratado o Mito da Caverna, de Platão, onde os seres humanos encontram prisioneiros sem ter consciência disso. De maneira análoga à ficção, isso pode ser evidenciado na atualidade através da manipulação das pessoas pelo controle de dados, sem que elas percebam. Desse modo, a falta de autoconhecimento potencializa essa manobra. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele não está relacionado apenas à perda da identidade, mas também à dominação sofrida pela sociedade.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a era digital impulsiona a perda da identidade, tornando os indivíduos susceptíveis às instabilidades emocionais. Nesse sentido, as redes sociais potencializam essa problemática, pois de acordo com a revista Veja, as plataformas que deveriam ajudar as pessoas a se conectarem, na verdade, podem estar alimentando uma crise na saúde mental e perda de identidade. Logo, conhecer a si próprio e desenvolver senso crítico é imperioso, na solução dessa problemática.

Ademais, a falta de conhecimento próprio na era tecnológica contribui para a dominação social, uma vez que os usuários estão expostos ao controle de dados, ficando vulneráveis. De acordo com o portal G1, o Facebook cedeu dados dos usuários às empresas, beneficiando 150 companhias. Outrossim, de acordo com o site BBC, essa mesma rede social foi utilizada, nos EUA, para manipular as eleições presidenciais. Dessa forma, ao utilizarem essa ferramenta, os governantes e as empresas, monitoram as pessoas, de modo a explorar suas fraquezas.               Portanto, promover o autoconhecimento é fulcral. Urge que o Ministério da Educação realize ações para ampliar o currículo. Dessa maneira, por meio da implementação de disciplinas voltadas para o conhecimento próprio, as emoções e à tecnologia. Nessa perspectiva, os alunos serão preparados, desde cedo, para atuarem na sociedade de forma autônoma e crítica, a fim de não serem manipulados pela mídia ou pelo governo.