Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 19/08/2020
Após o término da segunda guerra mundial, a forma de organizar o mundo foi alterada através do processo de globalização. A globalização pode ser entendida como a união dos mercados de diferentes países, ou seja, empresas estrangeiras adentrando diversos países. Apesar desse evento proporcionar maiores opções de produtos, em contrapartida, trouxe inúmeros problemas como: estímulo ao consumismo, perseguições de marketing nas redes sociais e alienação. Nesse cenário, de mundo globalizado, a falta de autoconhecimento pode ser prejudicial à saúde.
Um dos mecanismos usados como marketing para incentivar o consumo são as redes sociais. Elas são interligadas com os mecanismos de busca na internet, ou seja, quando uma pesquisa é feita no navegador, logo em seguida aparecem diversos anúncios do produto pesquisado nas redes sociais visando mexer com o psicológico da pessoa para adquiri-lo. Dessa forma, se as pessoas não buscam por conhecer a si próprios e a sociedade que estão inseridos, acabam soterrados pelos mecanismos da globalização e consequentemente alienados.
A frequente valorização das redes sociais tem acarretado consequências psicológicas nas pessoas. Pois, para preencher um vazio interior elas postam tudo sobre suas vidas na internet e ficam dependentes da curtida do outro para obter aprovação e sentir-se bem. Entretanto, essa dependência remete a falta de autoconhecimento e bem-estar com si próprio, essa situação pode causar problemas psicológicos para a saúde.
Em virtude dos fatos mencionados fica evidente a necessidade de estimular as pessoas a se autoconhecerem e conhecerem a forma como a sociedade se organiza. Mas, não é de interesse público que as pessoas desenvolvam essa consciência. Sendo assim, para minimizar o problema pensando em soluções reais e plausíveis, a escola é o ambiente mais propício para estimular o conhecimento e o autoconhecimento. Os professores são as pessoas mais adequadas para orientar os alunos nesse processo e aos poucos irem conscientizando as pessoas diante das ferramentas invasivas usadas para incentivar o consumismo.