Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 17/08/2020
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a falta do autoconhecimento na era digital.
No entanto, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange a questão do autoconhecimento.
Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude do silenciamento e falta de conhecimento.
A princípio, o silenciamento caracteriza-se como um complexo dificultador.
Outro ponto relevante nessa temática é a falta de conhecimento.
O filósofo Foucault defende que na sociedade pós moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, identifica-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da falta de conhecimento, que tem sido silenciada. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre essa problemática, sua resolução é impedida.
Como solução, é preciso que as escolas em parceria com o Conselho Federal da Psicologia, promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre autoconhecimento no ambiente escolar. Além disso, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e especialistas no assunto.
Talvez, assim, a filosofia racional de Hegel encontre espaço na realidade brasileira.