Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 18/08/2020
“Conhece-te a ti mesmo”. O aforismo do filósofo grego Sócrates é tão atual quanto as redes sociais, uma vez que estas provocam questionamentos e reflexões na sociedade contemporânea sobre padrões impostos versus o autoconhecimento. A partir disso, é possível concluir que a sociedade vive para agradar ao outro e não a si mesmo, assim, o corpo coletivo caracteriza-se como um conjunto uniforme e homogêneo dado que consomem as mesmas publicações e, em seguimento, tem o mesmo ideal de vida, atitudes e beleza.
Indubitavelmente, a inteligência artificial é um grande avanço para empresas, as quais, por meio desta, possuem sumo acesso às informações cedidas pelos próprios usuários. Os algoritmos dos aplicativos são os responsáveis pelas análises sobre as preferências de cada um a fim de ter maior influência sobre este e, consequentemente, manipulá-lo a gastar maior tempo em sua rede social. Com o mesmo propósito dos empresários, dominar o público-alvo, os criadores de conteúdo desses softwares realizam procedimentos contestável para angariar curtidas e comentários, atitude que coloca em discussão o quão saudável é uma rede social.
O encorajamento de influencers aos seguidores, em sua maioria jovem, fundamenta e legitima os padrões sociais que buscam a perfeição em beleza, em corpo, em bens materiais e em popularidade. Ademais, o consumo excessivo de conteúdos, que se tornam “virais”, leva ao alienamento social, o que provoca ansiedade, complexo de insuficiência e depressão, estes propiciam o aparecimento de doenças mentais que podem causar lesões aos corpos como, por exemplo, as consequências sofridas por anorexia e por mutilações, as quais podem ser incuráveis, o que pode ocasionar a morte dos usuários caso não haja atendimento médico.
Diante dessa perspectiva, é necessário questionar o vazio provocado nos jovens pelas redes sociais, posto que estes têm maiores chances de desenvolver patologias devido a busca incessante pelo conjunto denominado “vida perfeita”. Assim, o dever do governo federal é oferecer maiores subsídios, por meio de mudanças nas leis orçamentárias, ao ministérios da saúde a fim de aprimorar as infraestruturas hospitalares com a intenção de melhorar o tratamento dos pacientes. Outrossim, trabalhar conjuntamente com o ministério da educação para o desenvolvimento de pesquisas e de medicações para o controle das enfermidades intensificadas pela internet. Consequentemente, lutando juntos em prol do desenvolvimento saudável e íntegro da geração contemporânea.