Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 23/08/2020

A globalização e as políticas neoliberais tem tornado a era digital como uma ponte que tem interligado pessoas ao redor do mundo. Em contraponto, nunca vivemos um tempo onde as pessoas estão tão distantes de si mesmas. A ausência de discussões filosóficas,psicosociais e/ou religiosas tem desfavorecido o autoconhecimento e tornando-as vulneráveis em suas relações políticas, interpessoais e de consumo.

Primeiramente, é importante destacar que a disputa pelo poder ao longo dos séculos tem se modernizado e se adaptado aos meios tecnológicos de informação. Crimes como a disseminação de notícias falsas, discursos falaciosos e apelativos têm influenciado milhares de pessoas  tornando-as manipuláveis politicamente por líderes que desejam se perpetuar no poder.

Como também, o aumento do uso das redes sociais, que conectam milhões de usuários mundialmente, tem favorecido às prática de crimes virtuais, os “cybercriminosos” utilizam diversas estratégias para estorquir informações pessoais e causar danos econômicos,emocionais e sociais às vítimas.

Da mesma forma, as empresas com o objetivo de lucrar o máximo possível podem exceder o limite ético da privacidade, com o abuso de anúncios e de ferramente de pesquisa sobre preferências pessoais para induzir a compra de seus produtos e aumentar seus ganhos exponencialmente.

Portanto, é notável que para a era digital ser uma “ponte” ao invés de um ‘abismo" é necessário a construção de uma formação humana que valorize o autoconhecimento. O poder Executivo deve inserir nos currículos educacionais disciplinas que abordem a inteligência emocional como ferramenta de autocuidado,proteção e convívio social. Fortalecendo assim, os debates éticos entre o poder público e privado a fim de criar estratégias de regulações do uso das tecnlogias e enfrentamento  as consequentes problemáticas por meio da criação de leis e punições.