Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 23/08/2020
Evolução homem máquina
“Penso, logo existo”, do Filósofo René Descartes, remete a ideia de homem pensante, conhecedor de sua existência no contesto da sociedade. Nesse sentido, a medida que, o homem conquista espaço, muda-se as necessidades dos diferentes grupos sociais.
O final do século XIX no Brasil, foi marcado pelas grandes revoluções na área políticos, sociais e consequentemente na forma de ver e entender a nova realidade.
Foi nesse período que se mudou a forma de governo, foi feita a Constituição, iniciou-se a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado e as fazendas de café e outras lavouras brasileiras modernizaram-se. As cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram.
Em resumo, aquele que não acompanhou o crescimento das cidades fora remanejado para o determinismo das novas regras, como bem explanado no filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, 1936, em que, faz uma crítica do modelo de sociedade, e o quão pode ser dilacerador a transformação do homem em máquina.
O homem do século XXI têm desafiado a sua era. Desafio que com o advento da tecnologia o homem tem se programado num ritmo tanto quanto, maquinas.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno, as causas são diversas, mas, o principal motivo, é a urgência pelo padrão de perfeição que o modelo de sociedade impõe, bem como o filme “Tempos Modernos”. Assumir a posição de humano, é uma questão de primazia. Logo, aceitar a condição de homem é acatar a evolução da espécie e evoluir, assim como, é dever do Poder Público junto às autoridades em saúde, acolher pessoas que necessita de atendimento psicológico, com a finalidade de atender os grupos minoritários.