Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 18/09/2020

Autoconhecimento, se trata de algo o qual todos precisam para se estabelecer como seres independentes. Com as tecnologias que evoluem cada dia mais, com novas redes sociais, novas modas, novos padrões, é cada vez mais difícil encontrar um ser próprio nesse meio. Mesmo que tenhamos mais acesso a informações, não serve para muito se não conhecer a si próprio. Foi dito uma vez por Jesus de Nazaré “Aqueles que sabem tudo, mas desconhecem a si próprios, são absolutamente carentes.”, e ele estava certo. Afim de se encaixar em padrões sociais atuais, a maior parte da humanidade se tornou absurdamente carente de atenção alheia.

Com esse intuito, pessoas se perderam em uma imagem que querem aparentar ser, e certamente afeta mais adolescentes porque ainda estão em processo de formação de uma identidade própria. Indubitavelmente surge uma grande insegurança quando percebem que não conseguem de fato ser essa imagem que criaram, tal insegurança pode vir a causar problemas como ansiedade e depressão, que assolam gravemente a juventude atual. Analogamente temos aqueles que são os influenciadores digitais, pessoas que já passaram pela fase de influenciado e, muito provavelmente por terem condições financeiras para, ou fingirem que tem, atingiram o patamar mais alto da industria social digital.

Eventualmente, esses influenciadores introduzem produtos que deixarão a pele melhor, farão a pessoa mais magra, deixarão a vida mais fácil, produtos que dificilmente são, de fato, necessários, mas fazem parecer que são essenciais para uma vida ideal. De tal forma que, é praticamente impossível não se ver encantado pelo produto, que, geralmente, são tão caros quanto inúteis na realidade, mas aqueles que fazem a propagando fazem com que o produto seja desejado. Não só o produto pelo produto, mas o produto pela vida perfeita que mostram nas redes, se eles, os grandes e famosos e belos e perfeitos tem o produto, aquele que não é tão grandioso pode se tornar adquirindo aquilo que é vendido. Isto é, as pessoas não procuram o produto por precisar dele, mas por querer se tornar perfeito como a imagem que ele vê nas redes sociais.

Portanto, cabe a sociedade como um todo, educar e ensinar suas crianças que, além do espectro da internet, eles são seres independentes. Conscientizar sobre o fato de serem humanos e que os padrões definidos pela internet são irreais. Até mesmo terapia é uma opção, uma vez que a pessoa já se encontra imersa nesse vicio. Antes de tudo, todos os seres humanos são pessoas com corpos e emoções reais, limitados a sua própria realidade e não deveriam se envergonhar disso. Pelo contrário, deveriam se orgulhar por serem diferentes e diversos em um mundo cheio de padrões insensatos.