Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 21/09/2020

O livro “A sociedade do espetáculo” de Guy Debord, filósofo francês, diz que a espetacularização da vida nas mídias está cada vez mais comum. No cenário Brasileiro observa-se claramente tal fato. Nesse contexto, percebe-se um grave problema, sendo necessário um olhar crítico acerca dos distúrbios psicológicos por isso gerado, Além de se tornar cada vez mais necessário o autoconhecimento nessa era digital.

Em primeiro plano, é necessário se atentar para os dilemas da questão. Com a Revolução Digital, computadores, celulares e as mídias sociais passaram a fazer parte do dia a dia, porém, com eles também vieram suas consequências, como por exemplo, a busca da perfeição e da felicidade completa. Tal fato se faz notório com as redes sociais, onde todos estão se comparando constantemente, e ao não alcançarem a mesma vida dos demais ficam desapontados, podendo gerar doenças, como, ansiedade e depressão, originando a “sociedade do cansaço” descrito pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, onde o excesso de felicidade leva a obrigação, gerando o cansaço que culmina em um adoecimento mental.

Portanto, a autognose se faz super importante para os dias atuais. Com atendimento psicológico o cidadão teria um maior controle sobre si mesmo, assim não seria tão vulnerável as influências das grandes mídias, não se deixando abalar por elas. Isso permite que o humano descubra suas próprias qualidades, suas capacidades e também os seus próprios erros, sem precisar se espelhar nos outros, gerando assim uma independência social.

Logo, medidas são necessárias para a falta de conhecimento de si próprio atualmente . O governo por meio do Ministério da saúde deveria ministrar palestras em escolas sobre a importância do autoconhecimento e dos perigos das redes virtuais para a saúde. Ao aprenderem dês de crianças sobre tais assuntos haveria uma minimização dos efeitos negativos. Assim, a sociedade poderia se tornar mais saudável e menos influenciável.