Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 27/09/2020
No filme “Meninas Malvadas”, a protagonista ainda não se conhece e acaba sendo influenciada pelas colegas a tomar atitudes criminosas nas redes sociais. Hodiernamente, no Brasil, enfrentamos uma situação semelhante ao filme, na qual a população não tem autonhecimento e é influenciada por anúncios ou por pessoas da internet. Assim, essa situação ocorre porque os dados de navegação dos usuários são coletados e vendidos, bem como os influenciadores digitais tornaram-se exemplos a serem seguidos. Por conseguinte, é fulcral debater a temática para mitigar os seus efeitos na sociedade da era digital.
Em primeiro plano, as empresas conhecem os interesses dos internautas. De acodo com o documentário “O Dilema das Redes”, todos os cliques e páginas abertas pelos usuários são armazenados e vendidos às empresas de comércio online. Nesse sentido, pessoas com pouco conhecimento de si são bombardeadas com anúncios dessas empresas baseados nas buscas já feitas anteriormente, o que as leva a comprarem por impulso. Logo, é preciso combater a venda de dados privados dos usuários para reduzir os danos monetários às pessoas carentes de autoconhecimento.
Em segundo plano, as personalidades da internet vendem suas vidas como perfeitas. Segundo a influenciadora digital Gabriela Pugliesi, a vida ideal é formada por exercícios físicos duas vezes ao dia, refeições a base de saladas e proteínas e eliminação dos doces da rotina. Sob essa perspectiva, indivíduos em processo de autoconhecimento replicam o estilo de vida dela sem pensar se aquilo trará benifícios para si e, muitas vezes reproduzem o comportamento da influenciadora sem consultar um profissional da saúde, o que pode trazer danos ao usuário. Assim, é fundamental regulamentar os conteúdos expostos na internet a fim de impedir problemas de saúde nos internautas.
Portanto, intervenções precisam ser feitas para mitigar os efeitos da falta de autoconhecimento na era digital. Dessarte, o Poder Legislativo, cuja função é criar leis, deverá implementar uma lei, por meio de políticas públicas, que proiba a venda de dados dos usuários às empresas, a fim de impedir que pessoas vulneráveis sejam influenciadas a comprarem impulsivamente. Destarte, os brasileiros terão maior liberdade na internet para navegarem com segurança e para realizarem compras somente quando sentirem a necessidade.