Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 07/10/2020
Na década de 20, nos Estados Unidos, surgiu o estilo de vida consumista norte americano: o ‘‘American Way of Life’’. Em consequência disso, havia um grande esforço midiático ao incentivo da compra, propondo aos indivíduos que o consumo era a melhor forma de garantir satisfação pessoal. Assim como nessa época, no Brasil, há diversas instituições que tentam propagar seus ideais, almejando influenciar na vida da população. Dessa forma, a falta de autoconhecimento acentua a manipulação ideológica, além de intensificar o processo de aculturação.
Em primeiro lugar, evidencia-se que a falta de conhecimento do ser perante a si potencializa a doutrinação de ideias. Prova disso é que, segundo o conceito de ideologia de Karl Marx, a classe que detém o poder utiliza de ideais para alienar a classe oprimida. Esta, por sua vez, passa a não ter opinião própria, sendo suscetível a essa dominação. Com isso, percebe-se que a falta de autoconhecimento ajuda a promover a manipulação ideológica da população.
Outro aspecto importante é o problema da aculturação, o qual é acentuado devido a falta de conhecimento pessoal do ser. A exemplo disso, há a língua Tupi Guarani, que, ao longo do tempo, vem sendo abandonada pelos indígenas dessa tribo, visto que a sociedade cunha tal idioma como retrógrado ao desenvolvimento. Assim, a falta de autoconhecimento implica na perda de identidade cultural.
Desse modo, evidencia-se que a manipulação ideológica e o processo de aculturação são potencializados devido a falta de autoconhecimento. Portanto, o Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, deve promover a diversidade cultural nas escolas, mostrando as diferentes origens do brasileiro e seus costumes, para que haja a manutenção da identidade da população. Dessa forma, os problemas serão combatidos e o Brasil se desenvolverá em relação à diversidade entre os povos.