Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 21/10/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, pode-se observar aspectos semelhantes no que tange à questão da falta de autoconhecimento da população brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática.
Decerto, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução. Segundo Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Nessa perspectiva, pode-se notar o Brasil contemporâneo a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação -sobre a importância do autoconhecimento na era digital- da população, para evitar a consolidação do problema.
Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática é a má midiática. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Pierre Bourdieu, prego que o que foi criado para ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. No entanto, no que se refere às consequências dessa falta de autoconhecimento, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto na prática de conscientizar a nação de forma realista.
Assim sendo, é notório o dificuldade de formar um país mais ético. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do estado. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Cidadania -tendo o Ministério da Educação à frente- deve criar um Programa Nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e palestras que ensinem a apologia ao respeito, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta à dignidade ao próximo.