Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 22/10/2020

A Constituição federal, de 1988, prevê a todos os cidadãos o direito à vida, habitação e à saúde . No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado permitiu a falta de autoconhecimento na era digital, o que representa uma afronta à condição humana. Nesse sentido, convém a análise das principais causas e possível medida relacionada a essa problemática.

Como primeira causa desse fator, percebe-se a ineficiência do governo em promover políticas públicas de auxílio mental. De acordo com o pensador iluminista John Locke, é dever do Estado proteger e expandir os direitos de todos os cidadãos. Todavia, ao analisar a pouca atuação do governo na prestação  de ajuda ao bem estar psicológico da população, fica evidente a negligencia a garantia á saúde. Dessa forma, é inaceitável país com alta taxa de tributos, o Estado não promova cuidados necessários ao seu povo.

Além disso, a ausência de autoconhecimento na era digital encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade líquida’’, Zygmunt Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há , como consequência a falta de empatia, pois, para para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas pra si. Essa liquidez que influi sobre o autoconhecimento funciona como um forte empecilho para resolução desse fenômeno.

Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessária uma ação mais engajada do Brasil. Assim, o Governo federal deve promover políticas públicas de auxilio mental, por meio do Ministério da Saúde com contratação de psicólogos e a implementação de consultas gratuitas. Com isso, haverá um aumento do autoconhecimento do povo brasileiro.