Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 29/10/2020

Segundo o historiador israelense Yuval Noah Horari, a falta de conhecimento gera manipulação de terceiros sobre as suas escolhas. Análogo à esse pensamento, na era digital, percebe-se lamentáveis impasses diante da falta do autoconhecimento dos cidadãos. Assim, é evidente os efeitos nocivos do uso exacerbado da tecnologia, seja pela inacessibilidade dos padrões estéticos impostos pela sociedade, seja pelo consumismo.

Em primeiro plano, é notório que com a ausência de conhecimento próprio, as redes sociais afetam mais esses indivíduos, tornando-os mais propícios a se sentirem pressionados aos padrões estéticos. Com isso, a música “Pretty Hurts” da cantora norte-americana Beyoncé, critica a padronização da beleza, realçando esse problema na modernidade. Além disso, constata-se a necessidade da mudança da mentalidade social sobre a questão, com o auxílio do autoconhecimento.

Somado a isso, outro efeito da carência de autognose na era digital é o consumismo intensificado, principalmente pela manipulação das redes sociais. Ainda mais, o documentário “O Dilema das Redes” expõe a seguinte citação: “Existem apenas duas indústrias que chamam seus clientes de usuários: a de droga e a de software”, o que destaca a função dos algoritmos, como uma poderosa ferramenta, a qual é praticamente impossível lutar. Outrossim, compreende-se a indispensabilidade de fundamentação das pessoas, para que essas não sejam, em alto grau, influenciados pelas inteligências virtuais a comprarem além do necessário.     Portanto, é indispensável adoções de ações que visão erradicar as contrariedades relacionadas à questão. Posto isso, cabe ao Mistério da Saúde, aliado a Secretaria Especial de Comunicação Social, promoverem consultas terapêuticas para toda população, oferecidas de forma virtual, por meio de um aplicativo com profissionais capacitados na área de psicologia, a fim de propiciar autoconhecimento a sociedade. Desse modo, é possível que a adversidade permaneça no passado.