Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 29/10/2020

No trecho “Parafuso e fluído em lugar de articulação/ Até achava que aqui batia um coração, da música “Admirável Chip Novo, da cantora Pitty, exprime o drama vivenciado pelos indivíduos pela falta de conhecimento de si próprios na era tecnológica. Análogo à canção, os efeitos da ausência de autoconhecimento na era digital vem se tornando cada vez mais presente no Brasil hodierno. Nesse sentido, é necessário avaliar tal quadro, considerando a busca para aliviar angústias pessoais e o vício em redes sociais.

Em primeira análise, é notório que a procura para amenizar sentimentos angustiantes é uma barreira que precisa ser enfrentada. Sob essa perspectiva, o livro “Sociedade.com: Como as tecnologias digitais afetam quem somos e como vivemos, do autor Abel Reis, retrata profundos impactos das tecnologias digitais em cada aspecto da vida do cidadão e como o ser humano usa a tecnologia pra aliviar sentimentos ruins buscando poder e controle. Nesse ínterim, o indivíduo fica refém dessa busca alimentando sua dependência nos meios tecnológicos, ao invés de procurar se conhecer.

Ademais, é indubitável ressaltar o vícios em redes sociais é um impasse que persiste. Nesse contexto, o documentário “O Dilema das Redes”, exibido pela Netflix, mostra como as plataformas foram criadas com o objetivo de torna-las viciantes. Uma evidência desse fato é que, segundo o site “BBC News” o Japão construiu cerca de 30 mil hospitais direcionados ao cuidados com dependentes de jogos, redes sociais, entre outros. Em suma, a negligência no uso na tecnologia provoca diversos malefícios como distúrbios sociais e mentais, portanto seu uso deve ser moderado.

Diante dos fatos supracitados, os efeitos da falta de autoconhecimento na era digital precisam ser evitados. Logo, cabe ao Ministério da Educação, promover debates com professores, sociólogos e psicólogos acerca da problemática, com o viés de instigar o conhecimento de si próprio e seus limites, trabalhando com ênfase na obtenção de  disciplina no uso aparelho eletrônicos e, também, junto à família impor demarcações no momento de uso de telefone e vídeo games. Além disso, urge ao Ministério da Saúde, órgão responsável por oferecer condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde da população,  acolher dependentes em eletrônicos dando-lhes apoio e assistência necessária com psicólogos e psiquiatrias. Dessa maneira, o individuo terá autoconhecimento na era digital sabendo como lidar com seus sentimentos e o Brasil tornar-se-á um país melhor de se viver, onde a paz impera.