Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 30/10/2020
O Mito da Caverna de Platão descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Nesse sentido, percebe-se, que em pleno século XXI, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma dificuldade no que diz respeito a questão da falta de conhecimento sobre tecnologias. Diante disso, existem fatores que favorecem esse quadro de iniquidade, como falta de cursos de informática, além da falta de empenho dos indivíduos em conhecer novas tecnologias e meios de segurança.
Em primeiro plano, verifica-se que a exiguidade de cursos de informática oferecidos para a população de baixa renda é um empecilho presente no país. Nesse sentido, o site G1, mostra que o número de pessoas que não usam a internet por falta de conhecimento chega a 24 milhões de brasileiros. Desse modo, observa-se, cada vez mais, pessoas que não tem conhecimento com tecnologias, acabam por deixar de lado meios que facilitam no cotidiano como no emprego que na maioria das vezes exige um certo grau de conhecimento com esses novos meios de comunicação.
Outrossim, constata-se que a falta de empenho dos indivíduos em conhecer as tecnologias e meios de se proteger impossibilita o aumento do autoconhecimento em uma era digital. Com isso, segundo o enxadrista Bobby Fischer “Eu não acredito em psicologia. Eu acredito em bons lances”. Assim, é perceptível que a falta de empenho é um péssimo lance quando o objetivo é conhecer as tecnologias, saber como cada pessoa é influenciada, ter segurança ao usar essas tecnologias e facilitar o surgimento de novas oportunidades de emprego.
Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para amenizar a situação da falta de autoconhecimento em uma era digital. Destarte, ao Ministério da educação, por meio de verbas direcionadas para cursos de informática oferecidos a população de baixa renda, a fim de que as pessoas passem a usar as tecnologias como uma aliada e não como uma inimiga que a qualquer momento possa te influenciar ou roubar seus dados. Nessa senda, cabe as escolas, promover palestras sobre segurança digital, por meio de técnicos de informática e cientistas da computação, com a finalidade de aumentar o número de pessoas capacitadas e com o real interesse de descobrir como as tecnologias podem ajudar, como estar atento a todo o tipo de manipulação e saber como tomar cuidado com as “armadilhas de dados” que se encontram por toda a internet.