Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 03/11/2020
A internet, que inicialmente havia apenas fins militares hoje está presente nas mais diversas áreas e a disposição da maioria. Alguns defendem que ela é boa, porque motiva o contato com diversas culturas e referências, enquanto outros dizem que ela é tóxica, porque pode persuadir pessoas de forma negativa e em uma escala imensa. Na era digital ter conhecimento sobre si é fundamental, pois sem ele os indivíduos começam a se importar, a ouvir, e temer opiniões alheias dadas nas redes sociais. E a falta desse conhecimento pode se resultar como a perda da identidade da pessoa, assim tendo empresas e a mídia se beneficiando com essa perda. Na atualidade, as pessoas expõe uma vida perfeita nas redes sociais, fazendo com que não mostre o seu verdadeiro eu e criando um tipo de versão que não condiz com sua realidade, manipulando seus seguidores, que acompanham suas rotinas, acabem querendo ter o mesmo estilo de vida proposta por eles, geralmente chamado como a perda da identidade. Esse acontecimento se deve quando o indivíduo deixa de fazer as coisas para si e passa a fazer para provas aos outros que sua vida é uma vida dos sonhos. “É preciso trabalhar o enraizamento no presente, mover-se, fazer coisas, conviver com as pessoas. Ligar-se ao presente é o que dará uma resposta à crise”, afirma o site El País. As pessoas podem chegar no nível de mudar seus conceitos e crenças para apenas ser vista de uma maneira positiva pelos outros, apenas para ser aceita na sociedade atual. Grande parte das propagandas de maquiagens vem com mulheres brancas e no “peso ideal” proposto pelas empresas, fazendo com que outras mulheres consideradas “fora de padrão” se sintam inferiores, por escassez do autoconhecimento e pela falta de apoio que a sociedade, amigos e familiares deveriam proporcionar. E com isso vem a onda de produtos para “melhorar” sua aparência. Muitas compram esses produtos, mas não porque elas querem, mas sim porque uma indústria imensa as fizeram pensar que elas tem um defeito e que somente com produtos específicos esses efeitos iram embora. Para solucionar esse problema, o correto é ir para a raiz do problema: as redes sócias. O Ministério da Tecnologia (MCTIC) deve incentivar os influencers, os youtubers e os streamings á falarem sobre esse assunto com os seus públicos nas diversas plataformas sócias pelo mundo. Nos feeds, storys, blogs e lives, eles devem falarem sobre os riscos de se perder de si mesmo, darem conselhos vindo deles proprios para seus fãs. Porque além de alcançar inúmeras pessoas, o fato de ser uma pessoa muito querida e idolatrada por seus fãs, eles vão ser escutados. Muito melhor que algum político fazer uma palestra considera cansativa e chata pelos jovens, que são os grandes usuários das redes. E assim, pode-se ter uma navegação mais segura e sem risco causados pela falta do autoconhecimento