Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 02/11/2020
O filósofo Émile Durkheim relata “O individuo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende”, retratando a importância do autoconhecimento. Atualmente, a falta de autoconhecimento na era digital é um desafio que atinge a sociedade brasileira, e é visível que a problemática se desenvolve devido ao excesso do uso da internet mundialmente, sobretudo usado sem limites.
Em primeira analise, é importante citar que de acordo com o Google, a lista de assuntos que os brasileiros mais pesquisaram em 2019, “Como fazer que as pessoas gostem de mim” ficou em terceiro lugar no ranking, revelando uma baixa autoestima e dificuldade nas relações interpessoais. Em consequência disso, nota-se o quanto a busca pelos padrões esta infiltrada em nossa mente, milhares de pessoas não reconhecem elas mesmas após perderem tantas horas diante da tela de um celular.
Nesse sentido, é evidente que é natural do ser humano querer ser amado, desejado e reconhecido pelo outro, e para isso ocorrer não existe receita, pois cada pessoa deve buscar a sua própria maneira de se autoconhecer. Contudo, é recomendado a distância do lado influenciável da internet, onde existe o contato com conteúdos padronizados que se tornam itens de desejo, os quais prejudicam a auto aceitação.
Portanto, são necessárias medidas capazes de amenizar esse quadro alarmante e ao controle da internet. Assim, é primordial executar campanhas educativas e influenciadoras que empoderem aqueles que necessitam, para que alterem o pensamento e comportamento em relação à mídia. Para que isso ocorra, é fundamental que haja implantação na grade escolar brasileira, do estudo das novas tecnologias de informação, incluindo as redes sociais, e a, consequente, formação crítica dos brasileiros, inserindo palestras e entrevistas. Por fim, é preciso que a comunidade olhe de forma mais otimista para a diferença, pois, como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da Terra”.